"Last night she said, oh, baby, I feel so down..." Cantavam Strokes enquanto caminhavam sem saber o porquê no meio-fio de qualquer avenida. O céu estava assim: meio amarelo-rubro-nebuloso. Parecia vômito, mas era bonito... Talvez fosse o efeito avassalador da alta dosagem alcoólica que tinham ingerido nas últimas quatro horas!
Tropeçavam nos All Stars, o branco e o vermelho, um proclama rebelde sobre o asfalto molhado, levando pra qualquer direção exceto pra casa. A fumaça dos automóveis era a mesma que saia das suas bocas, não havia discernimento algum, o que polui também é o que mata!!! "Pra quê pulmão?”
E lá nas escadas, elas observavam a cidade inundada de gente... "Será que sob aqueles olhares há sonhos como os nossos?" Não pararam muito pra pensar, os sonhos: ninguém as deixa sonhar! Mesmo assim elas sonham! E que ele se concretize nesse concreto armado ou naquele ali.
Continuaram, enfim... Ainda estavam no primeiro verso de Last Nite, o gás do isqueiro intacto e o céu relutava em ficar negro.
>>> Qualquer coisa, digam que sumi e fui correr atrás dos meus sonhos!
5 comentários:
Sobre todos nós!
meu deus é uma obra de arte..
Pra quê pulmão.. quando a tua sociopatia ultrapassa o limite dos seus orgãos?
On the road for ever.
supper o teu texto, ,fragmentos do cotidiando
natilesco ...
Nova cara do Blog... Ficou muito show...
Beijos e abraços Galeraa
"O céu estava assim: meio amarelo-rubro-nebuloso. Parecia vômito, mas era bonito..."
o texto todo ficou muito bom, mas essa parte alucina! talvez porque seja bem a minha cara!
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