Isto até parece um formigueiro, um para cada lado,
impacientes, exigentes, desajeitados.
Tento imaginar qual seria o propósito do senhor de bigode branco, boné azul, jaqueta igualmente azul e camisa gola pólo branca, mastigando sua goma de mascar vertiginosamente, caminhando de um lado para o outro (como se isso fizesse a condução chegar mais rapidamente).
Voltando ao “senhor de bigode”, olhando ele sentado e analisando sua calça em frangalhos e seu tênis marrom com detalhes pretos em estado terminal, tento avaliar quantos anos ele segue a mesma rotina, quantos chicletes ele já mascou, quantos passos deu sem o levar a lugar algum... as horas intermináveis que insistem em não passar (mas que ele “pacientemente” insiste em esperar).
Acho muito difícil, pois sou extremamente independente, tenho vontade própria e...
Putz! Chegou o Dona Francisca, tenho que ir trabalhar!
3 comentários:
AMEIII a passagem do tempo e a descrição as coisas!!! :D:D:D:D
dá vontade de ficar num terminal e observar as pessoas....
To com a Nathy... Adorei a descrisoes dos fatos, do gesto, da roupa observado pelo mesmo... Parabéns!
o exemplo do senhor de bigode nos seus 60 e poucos anos e o que nos faz pensar que ha cada dia e um novo dia e temos sempre que recomeçar .por quantas vezes ja ,mesmo sem perceber ficamos no terminal a observar as pessoas e somos observados muito enteresante isso uma reflequeçao bonito...
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