Um mil novecentos e oitenta e quatro, um mil novecentos e oitenta e cinco, um mil novecentos e oitenta e seis.
Não me perco nessa conta enquanto caminho, passos lentos (porém firmes) e decididos (para lugar algum). Cada passo que dou neste calcário irregular me traz inesquecíveis e saborosas lembranças do tempo em que meus pés tocavam a areia fina, salgada e irretocável que faz companhia ao mar.
Estou sozinho agora, vagando, sonhando... contando (um mil novecentos e noventa) e tentando encontrar algo positivo nesse lugar.
Um céu acinzentado que me faz lembrar do gosto forte e asfixiante da fumaça de um cigarro, uma estrada que parece não ter fim (assim como os buracos nela), algo que vagamente me faz sentir o vazio que insiste em permanecer inerte em meu coração.
Olho ao horizonte e não consigo ver sequer um único, salvador e gratificante raio solar.
Paro para pensar, fecho os olhos, dilato as narinas, sinto a brisa que toca o meu rosto (assim como uma mãe que afaga o filho após ter lhe castigado).
Será que “eu” sou o problema?
Não vejo nada de bom, não tenho mais esperança?...
Não... Não é isso!
Prefiro ver as coisas de outra maneira. Não vejo positivismo por que
QUANDO COMEÇAMOS A VER BELEZA
e, definitivamente, isto eu não procuro e não desejo de forma alguma!
Volto a andar, a sorrir e a contar...
dois mil e sete, dois mil e oito...
Um comentário:
tem dias...que vc me emociona demais!!!
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